O amor – caridade é uma força extraordinária, que impele as pessoas a comprometer-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz (Bento XVI, A caridade na Verdade, 1).
Nos últimos meses, também se viajando para fora do Brasil, procurei
manter-me informado a respeito da greve e das reclamações dos funcionários
públicos do amado município de Dom Basílio. Pela minha sensibilidade e
responsabilidade, os problemas ligados à vida social têm sempre forte
ressonância, pelo fato que atingem a vida das pessoas e de tantas famílias.
Trata-se de uma prioridade humana e social que nunca pode ser esquecida,
sobretudo por quem está a serviço do povo de Deus. O papa Francisco,
reafirmando o ensino da Igreja católica, já tantas vezes, alertou para que
ninguém se sinta exonerado da preocupação... pela justiça social” (Evangelii Gaudium
201).
Por isso, sensibilizado pela causa, e pelas informações que recebi, apesar
de não ter ouvido as diferentes posições, quero manifestar minha solidariedade
a todas as pessoas que estão procurando defender seus legítimos direitos.
Eis, portanto que, publicamente, manifesto meu apoio à causa da
educação e da saúde com suas legítimas reivindicações. Recomendo que, antes de
tudo, nunca falte o respeito e o diálogo entre as partes. Diálogo que exige que
as autoridades competentes escutem atentamente as razões que levam tantos
profissionais, através da greve – algo legítimo do ponto de vista da
Constituição - a procurar melhoras para a sua vida, sua profissão e o ‘bem comum’.
Então, nada de imposições arbitrárias, prepotências, ameaças ou chantagens;
isso prejudica qualquer causa e afasta qualquer solução.
A correta interpretação das leis deve nortear o caminho para superar os
desacordos sociais. Compreendo que o momento de crise econômica que o Brasil e
o mundo estão enfrentando, e que recai na administração local, pode complicar a
busca de solução. Isso, porém, não deve prejudicar somente os mais frágeis, mas
todos, começando por quem mais recebe, devem assumir o desafio do momento. A
demora na solução dos problemas prejudica especialmente os mais necessitados de
nossa sociedade.
Peço a todos boa vontade, disponibilidade respeitosa em procurar uma
justa solução que atenda aos pedidos legítimos dos funcionários públicos, e que
a paz social não seja turbada por excessos de dureza ou teimosia, mas que,
quanto antes, as partes possam dialogar e encontrar o caminho do bem comum.
Nossa Senhora Aparecida interceda para que isso aconteça
Dom
Armando Bucciol
Bispo
diocesano


Nenhum comentário:
Postar um comentário