SINDSERVDB DESTACA !!!

Data Base aprovada por unanimidade em segunda votação pela Câmara de Vereadores !!!

Data Base aprovada por unanimidade em segunda votação na câmara de vereadores hoje.                         Um dos compromissos de Camp...

18 de abr. de 2012

Governador foi à Justiça contra professores, mas greve continua


Greve na Educação – 18.04.2012

Agindo pior que seus antecessores e contrariando sua história de sindicalista combativo, o governador Jaques Wagner (PT) foi à Justiça tentar conter a paralisação dos professores e conseguiu que a greve fosse declarada ilegal. Mas o sindicato dos docentes (APLB) recorreu da decisão e mantém o movimento paredista, no qual a principal reivindicação é justamente o cumprimento, pelo governador, de acordo salarial e respeito à lei que criou piso nacional, hoje de R$1.451,00, ainda não obedecido pelo Estado da Bahia.
As autoridades governamentais dizem que não há recursos para atender aos docentes. Se fosse no setor privado, seria caso de requerimento de falência. Mas essa circunstância não foi invocada, quando o governador, por exemplo, ajudou a fechar as contas de 2011 da Assembleia Legislativa, um saco sem fundo onde os recursos públicos são gasto sem critério e até desviados, como na denúncia da Polícia Federal, ao investigar parlamentar que tem 22 assessores em seu gabinete e é acusado de sacar os salários a eles creditados.
Ontem (17) a coordenação do movimento grevista, em Livramento de Nossa Senhora, divulgou a seguinte nota, assinada pela Delegacia Sindical Rio de Contas – Sede Livramento:
Em assembleia realizada dia 11.04.2012, em Salvador, professores da rede estadual de ensino da Bahia decretaram greve por tempo indeterminado no Estado. A categoria afirma que o governo não cumpriu o reajuste de 22,22% no piso nacional, ferindo acordo firmado entre representantes governamentais e sindicais, na mesa setorial de negociações, estabelecendo que “o reajuste salarial do magistério da rede estadual do ensino fundamental e médio será o mesmo do piso salarial profissional nacional, nos anos de 2012, 2013 e 2014, a partir de janeiro de cada ano, incidindo sobre todas as tabelas vigentes.”
A Delegacia Sindical Rio de Contas – Sede Livramento realizou assembleia geral em 12.04.2012 e todos os presentes votaram em favor da greve, seguindo a decisão da APLB-Bahia. Destacaram que o principal motivo da greve é o não cumprimento por parte do governo em pagar o Piso Salarial Nacional a todos os 37.794 professores da rede estadual, obedecendo aos interníveis, pois a forma assumida por ele divide a categoria, onde apenas 5.210 professores de nível médio (em extinção) seriam contemplados, passando por cima de conquistas históricas no Plano de Carreira do Magistério.
Em nova assembleia realizada hoje (terça-feira, 17.04.2012), os professores da área de abrangência da Delegacia Sindical Rio de Contas – Sede Livramento confirmaram que a greve continua e que, além Piso Nacional, outros pontos devem ser levados em consideração, já que fazem parte do processo de lutas da categoria: redução e extinção ilegais de gratificações, promovida pelo governo; não pagamento da URV; falta de concurso público e contratação de professores aprovados; falta de reavaliação e cumprimento do plano de carreira do magistério estadual.
Os profissionais desta base sindical informam aos pais, alunos e a comunidade, em geral, que aderiram ao movimento grevista, pois entendem que somente mobilizados e organizados os trabalhadores em educação poderão construir uma escola pública gratuita e de qualidade para todos e em todos os níveis e modalidades de ensino e que a deflagração de greve é o último recurso usado para obtenção de melhores condições de trabalho. Nesta oportunidade, agradecem a compreensão e solidariedade de todos, lembrando que serão informados, através da imprensa local, sobre os rumos da greve.

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